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quinta-feira, maio 22, 2008

PF avalia novo pedido de prisão contra Adail


O delegado da Polícia Federal (PF) Jocenildo Cavalcante disse que está buscando elementos para elaborar um novo pedido de prisão preventiva contra o prefeito do município de Coari (a 363 quilômetros a oeste de Manaus), Adail Pinheiro (PMDB), nos próximos dias.

Cavalcante coordenou a operação ‘Vorax’ que desarticulou, na terça-feira, um esquema de corrupção, fraudes em licitações, sonegação e prostituição infantil na Prefeitura de Coari, chefiado pelo próprio prefeito da cidade.

A fraude, segundo a PF, gerou um desvio de R$ 55 milhões além de R$ 30 milhões de impostos sonegados à Receita Federal, nos últimos cinco anos. As investigações apontam que o dinheiro era oriundo de royalties pagos pela Petrobras para explorar a bacia petrolífera de Urucu e recursos do governo federal e estadual.

Na operação, a Justiça Federal emitiu 23 mandados de prisão e negou apenas o do prefeito de Coari, segundo informou Cavalcante.

Para justificar a prisão de Adail, a PF usou como provas documentos apreendidos na prefeitura e escutas de ligações telefônicas que comprovavam que o prefeito comandava o esquema.

“O Ministério Público Federal (MPF) chegou a dar o parecer favorável para a prisão do prefeito (Adail Pinheiro). Todos os outros mandados foram acatados pela Justiça, menos o dele”, disse.

Por ter foro privilegiado, o pedido de prisão de Adail só pode ser julgado no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

Cavalcante disse que está estudando novos elementos contra Adail, a partir dos depoimentos das 22 pessoas presas para analisar se vai pedir novamente a prisão do prefeito. “Não descarto um novo pedido de prisão preventiva contra Adail Pinheiro nem contra outras pessoas ligadas a ele”, disse.

Entre os presos na operação ‘Vorax’ estavam secretários municipais de Coari, empresários e pessoas ligadas a Adail. Ontem, Cavante disse que já tinha ouvido mais da metade dos presos.

Ainda na noite de ontem, estavam na sede da Polícia Federal o secretário municipal de Obras, Paulo Bonilha, presidente da Comissão de Licitação de Coari, Walter Braga, e o chefe de Segurança de Adail, Carlos Aguiar.

O restante dos presos foram encaminhados à Cadeia Pública Vidal Pessoa, no Centro da Cidade.

Até as 21h30, a PF aguardava a chegada do secretário de Governo do prefeito de Coari, Adriano Salan. Ele também teve a prisão preventiva decretada durante a operação ‘Vorax’. Salan estava em Brasília e viajou ontem, à noite, a Manaus para se apresentar à PF.

Dinheiro escondido

Agentes da PF terminaram, ontem, de contar o dinheiro escondido em uma das casas da Prefeitura de Coari. O valor somado foi de, aproximadamente, R$ 6,8 milhões.

A quantia estava ‘guardada’ em sete malas dentro de um armário da casa. “Esse dinheiro também faz parte do desvio de recursos estimado nas investigações”, disse o delegado.

No final da tarde de ontem, foi trazido a Manaus um iate luxuoso que Adail possuía no município. De acordo com Cavalcante, ele estava num lago próximo à área Central de Coari.

A embarcação tem dois andares e possui cerca de seis metros de altura, além de abrigar oito quartos, sendo quatro suítes. O iate também tem uma sauna, academia, sala de jogos, cozinha, sala de estar, sala de música e cinema.

Pelas características da embarcação, o Iate Náutica & Wind Loja está avaliado em R$ 15 milhões.

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